O que são os 5 R da reciclagem e a hierarquia do Lixo Zero?

Você provavelmente já conhece o conceito de lixo zero, mas sabe os caminhos práticos para mudar seu hábitos de verdade? Confira o que são os 5 R da reciclagem!

As empresas pelo mundo usam há muito tempo um mesmo modelo de produção, explorando diversos recursos naturais para criar produtos que têm uma vida útil muito pequena. Para se ter uma ideia, cerca de 10% do suprimento total de petróleo global é usado para criar novos plásticos, apenas para a América do Norte. E a grande maioria desse produto é descartável.

Um estudo de 2012 do Banco Mundial, demonstrou que 3 bilhões de habitantes produziram 1,3 bilhões de toneladas de resíduo sólido urbano, um total de 1,2 kg por pessoa por dia. O estudo fez ainda uma estimativa de que em 2025 o total aumentaria para 2,2 bilhões de toneladas de lixo produzidas por 4 bilhões de habitantes, ou 1,4 kg por pessoa por dia.

Mas você sabia que cerca de 80% de todos os resíduos que são produzidos em uma cidade poderiam ser reciclados ou reutilizados?

Algumas cidades pelo mundo declararam o Lixo Zero como meta em suas jurisdições. Aqui no Brasil, duas cidades estão em processo de implantação dessa meta: Florianópolis e Chapecó, em Santa Catarina.

Ainda que a mudança nas cidades ocorra mais devagar, cada um pode fazer a sua parte para ajudar na diminuição de resíduos. A hierarquia do lixo zero prevê um descarte mínimo de rejeitos. Parece quase impossível, mas é um ideal alcançável por meio dos 5 Rs. 

Recuse o que você não precisa, reduza o que puder, reutilize o que for possível, recupere produtos e recicle o restante. Veja como aplicar os 5 Rs!

Recusar

A grande tendência do consumismo é adquirir mais coisas do que realmente precisamos. O primeiro R, recusar, leva em consideração um consumo consciente para todos os produtos possíveis. Antes de fazer uma compra, pergunte a si mesmo:

  • Eu realmente preciso disso? 
  • Vou usar 30 vezes ou mais?
  • Eu tenho um parecido?
  • Tem, pelo menos, três utilidades?

Além da reflexão, também é recomendado tirar um ou dois dias para pensar sobre a compra. Isso vai ajudar a diminuir a quantidade de materiais dispensáveis na nossa vida. Lembre-se que cada compra que fazemos tem um custo ambiental, seja de recursos naturais ou de poluição ao ser descartado. 

A palavra “não” é poderosa, use-a para evitar futuros rejeitos em sua vida.

Depois de recusar produtos que não precisamos, podemos também mudar a forma de produção e consumo. Redesenhando o atual modelo de negócio, com o fim, por exemplo, dos plásticos descartáveis de uso único, que poderiam ser substituídos por uma matéria-prima reutilizável.

Nosso propósito é alcançar o Lixo Zero no Brasil. Pensando nisso, a Beegreen foi visitar uma cooperativa de reciclagem em Curitiba, Paraná:

Reduzir

Depois de adotar o hábito de questionar suas compras, você vai notar uma diminuição de itens desnecessários na sua rotina e também vai aprender a resistir às compras por impulso.

É preciso olhar para o consumo em seus diferentes níveis, afinal quanto mais coisas temos, maior é o acúmulo e precisamos focar nas coisas que realmente importam. Reduza.

Além de comprar menos, você também pode escolher produtos que tenham baixo impacto ecológico, como os utensílios de bambu, que são totalmente sustentáveis – cada árvore de bambu leva entre três a quatro anos para ficar pronto para o corte e existem mais de 200 espécies dessa planta aqui no Brasil.

Reutilizar

Vários produtos que são jogados fora todos os dias poderiam ser reutilizados, ganhando novos usos ou virando coisas novas para aumentar a sua vida útil. E mesmo quando os descartáveis parecem ser a única solução, lembre-se: se existe um descartável, existe uma versão reutilizável.

Uma dica que damos é recuperar produtos que não funcionam mais, para que eles voltem a sua cadeia produtiva e evitar que se tornem mais lixo.

Um exemplo são os bens duráveis, como eletrodomésticos. Se parou de funcionar verifique se existe a possibilidade de conserto antes de comprar um item novo.

Muitas das coisas que já temos em casa poderiam ter novas funções e finalidades para serem usadas por mais algum tempo. Isso evita a criação de resíduo e também a compra de um novo produto, que exigiria o uso de mais recursos naturais.

  Além de reutilizar produtos que já temos em casa, é possível também aplicar esse conceito para novas compras, como roupas e móveis. Que tal dar uma chance para os usados antes de procurar um novo? É uma maneira de salvar produtos em perfeito estado de irem para o lixo.

Recuperar

Também conhecido como Do It Yourself (DIY), ou o famoso faça você mesmo, recuperar é a arte de transformar as coisas que parecem perdidas em novas. Peças de roupas, móveis velhos, sucata, embalagens plásticas, tudo pode ser recuperado.

A compostagem também é uma forma de aderir ao processo de recuperação. É um processo natural de decomposição para lidar com os resíduos orgânicos. Isso mesmo, até mesmo o lixo de cozinha, com restos de comida, podem ter um novo destino que não seja o lixão ou aterro. Você pode separar esses resíduos e procurar um centro de compostagem próximo a sua casa, ou até mesmo começar a compostagem em casa.

Reciclar

A reciclagem já foi considerada a grande solução para os problemas de consumo, mas não é bem assim. O processo exige muita energia e não é um sistema perfeito, afinal, muitos resíduos que poderiam passar pela reciclagem acabam não sendo tratados e indo para aterros. Reciclar deveria ser considerado o último recurso.

Por exemplo, o plástico, que está tão presente nas nossas vidas, quase não é reciclado. Quando a sua vida útil acaba, a tendência é ser enviado ao lixão.

Não existe uma alta demanda para a reciclagem do plástico, e quando o petróleo está em baixa no mercado é muito mais barato criar novos produtos do que reciclar.

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Os únicos dois itens que podem ser reciclados de forma infinita são o vidro, inox e o alumínio. Então, tente trocar os produtos envoltos em plástico por aqueles com embalagens em vidro ou inox, que tem maior chance de reciclagem.

Mesmo sendo um processo complicado, ainda é preciso garantir a limpeza e organização dos recicláveis, separando para a coleta. E para os resíduos não recicláveis, é importante buscar locais de recuperação. Apenas em últimos casos, que não poderia ser recuperado por nenhum dos métodos dos cinco R, deve ser destinado ao aterro sanitário, a exemplo do lixo hospitalar.

Proibições da reciclagem

Existem várias alternativas para tratar os resíduos que criamos todos os dias. Mas, existem alguns processos que são inaceitáveis: o lixão e queima, mesmo que seja para geração de combustível, energia ou a pirólise – uma reação de decomposição que acontece através das altas temperaturas, com a ruptura da estrutura molecular original. 

O processo de incineração libera gases e substâncias tóxicas, que causam poluição atmosférica e ainda podem gerar outros impactos ambientais. Seria necessário que o lixo passasse por um processo específico antes de ser queimado, o que deixaria o procedimento ainda mais caro e apenas reduziria os gases tóxicos, sem lidar com o problema da geração de lixo efetivamente.

Por tudo isso, repensar nossos hábitos é tão importante. O consumo consciente já pode mudar o cenário de forma significativa. Não consumir sem necessidade e com consciência do que estamos comprando: de onde veio e para onde vai quando perder a utilidade. Para salvar o planeta, precisamos de pequenas atitudes individuais. Lembre-se a mudança de hábito começa por você

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