Conheça algumas soluções inovadoras para retirar lixo dos oceanos

A poluição dos mares é um grande problema ambiental. Mas alguns projetos já estão fazendo a sua parte para retirar lixo dos oceanos. Conheça alguns deles!

O plástico faz parte das nossas vidas. Ele está na nossa rotina e em quase tudo o que usamos. Esse material até pode facilitar a nossa vida, mas também traz uma série de problemas ambientais, especialmente os que são de uso único. Você já parou para pensar onde todo o plástico descartado vai parar no fim do dia? Lembre que o “jogar fora” só tira da sua casa, mas não sai do planeta!

Muita gente tem o costume de limpar e separar os lixos em casa para a reciclagem. Mas, mesmo assim, ainda existem milhares de outros resíduos que são descartados de forma irregular. E dentre eles, os plásticos descartáveis são a principal fonte da poluição, pois existe um baixíssimo interesse em reciclar esse tipo de material.

Enquanto nós da Beegreen®, seguimos na missão de propor ferramentas duráveis e reutilizáveis para reduzir a criação de resíduos, existem outras iniciativas que cuidam para minimizar impacto dos plásticos que já estão na água, contaminando todo o ecossistema marinho. 

Conheça alguns dos projetos que fazem a diferença para remover os resíduos plásticos de rios e oceanos:

1. Ecobarreira Arroio Dilúvio, Porto Alegre

Em Porto Alegre foi instalada uma ecobarreira no Arroio Dilúvio – um córrego da cidade. A barreira é uma estrutura flutuante, feita a partir de materiais reciclados e que foi instalada para ajudar na preservação do Lago Guaíba, que banha cinco cidades gaúchas, com alta importância ambiental, econômica e histórico cultural da região.

Ecobarreira Arroio Diluvio2

O objetivo da barreira é recolher o lixo flutuante que vem pelo córrego e impedir que chegue ao lago. Os resíduos retidos no local são recolhidos diariamente pelo Departamento Municipal de Limpeza Urbana.

Desde a sua implementação, em 2016, até hoje, já foram retiradas mais de 500 toneladas de resíduos plásticos. O projeto foi pioneiro na América Latina. Sendo mantido integralmente pela empresa SafeWeb, com apoio das Secretarias Municipais do Meio Ambiente e Sustentabilidade e a de Serviços Urbanos, além do professor Gino Gehling, do instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

2. Projeto Ecoboat/Renove

O projeto Ecoboat/Renove atua no Rio de Janeiro e consiste em um barco coletor de lixo. A embarcação conta com uma pá na proa, que ajuda a recolher os resíduos sólidos da água, com capacidade de até quatro toneladas de detritos.

ecoboat2

Quando o contêiner lota, todo o material recolhido é descarregado em um caminhão, passando por um centro de triagem para reciclagem dos resíduos. Essa segunda parte do trabalho é feita por empresas devidamente licenciadas pelos órgãos ambientais competentes.

O Ecoboat já atuou no entorno do Cais do Porto do Rio de Janeiro, Píer Mauá (Museu do Amanhã), Ilha do Governador, Niterói e até mesmo na Ilha de Villegagnon, antes das competições de iatismo nos Jogos Olímpicos Rio 2016.

3. Eco barreira Rio Atuba

Em Curitiba, o Rio Atuba também ganhou uma ecobarreira para reter o lixo sólido que flutuava pelas águas do rio. O projeto foi desenvolvido por um morador da região.

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Diego Saldanha aprendeu a nadar no rio Atuba e foi testemunha do acúmulo de lixo com o passar dos anos. Ele reuniu centenas de garrafas pet de dois litros em uma rede para criar a barreira flutuante, unindo uma margem do rio à outra e impedindo que detritos circulem livremente pela correnteza.

Desde a sua construção, em 2017, Diego estima já ter retirado cerca de três toneladas de lixo do rio.

4. Ecobarreira da Escola Municipal de Recife

Estudantes Escola Municipal Professor Antônio de Brito Alves, no Recife, também decidiram criar sua própria ecobarreira. O modelo também foi desenvolvido com garrafas pet unidas por um cabo, para reduzir a quantidade de resíduos sólidos no canal do ABC, que fica em frente à escola.

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Os alunos foram orientados por quatro professores e começaram as pesquisas para desenvolver o projeto ainda em 2015. Eles constataram que cerca de 70% dos moradores da região não sabia quanto tempo o lixo leva para se decompor, e por isso jogavam resíduos no canal.

O projeto ganhou reconhecimento, conquistando primeiro lugar na Feira de Conhecimentos do Recife em 2018 e também credenciamento para uma feira de ciência e tecnologia no Paraguai neste ano.

Leia também: consumo consciente e sustentabilidade: conheça a reciclabilidade dos materiais

5. Seabin Project

O Seabin Project foi criado na Austrália pelos surfistas Andrew Turton e Pete Ceglinski. Eles se inspiraram então em máquinas que retiram folhas de piscinas para criar a Seabin, que, em termos básicos, é uma lata de lixo flutuante para capturar os resíduos do oceano. Para os idealizadores do projeto, uma grande lixeira no mar poderia ser a solução para recolher os resíduos poluentes.

Seabin Project

Existem diversas Seabins espalhadas pelo mundo, principalmente na Europa. O sistema é barato e de baixa manutenção. E depois da coleta do lixo plástico, este é reciclado para servir de matéria-prima para uma nova Seabin. Assim, criando um efeito dominó para a limpeza das águas.

O aparelho pode ser colocado em rios, mares, ou ambientes controlados, como portos ou marinas, e suga a água e todos os resíduos, desde plásticos, papéis, metais, restos de alimentos e até mesmo óleo.

A máquina retém os materiais sólidos, e os líquidos passam por um cano e são filtrados, separando a água do óleo e de detergente. Depois desse processo a água, agora limpa, é devolvida.

6. Netting Trash Trap

A Netting Trash Trap foi desenvolvida pela empresa Storm Waters System para capturar resíduos sólidos e lidar com o escoamento de águas pluviais em centros urbanos. Basicamente, são redes instaladas nas saídas de canos, para diminuir as descargas de lixo em sistemas de drenagem.

Essas redes retêm resíduos brutos a partir de 5 mm, incluindo materiais orgânicos, como folhas. Essa é uma solução econômica para a sujeira no escoamento das águas pluviais.

Nettin Trash Trap1

Os cofundadores da empresa, Gary Hopkins e Mark Kirves, já trabalham há mais de 30 anos isolando poluentes das águas subterrâneas em indústrias. E fundaram a Storm Waters System para reter ainda mais resíduos em diferentes pontos urbanos da América do Norte.

Saiba mais: como trazer mais pessoas para o lado da sustentabilidade?

7. Hoola One

O projeto Hoola One foi desenvolvido por estudantes da Universidade Sherbrooke no Canadá pensando em remover não apenas os resíduos sólidos das águas, mas também os chamados microplásticos.

Os microplásticos são pequenos pedaços de plástico que poluem o meio ambiente. Não são parte de um tipo específico de material, mas qualquer fragmento com menos de 5 mm, que podem prejudicar a vida marinha tanto quanto os resíduos maiores.

Hoola One2

Desenvolvido por estudantes de engenharia, o Hoola One é um aspirador gigante que remove os microplásticos das praias. A máquina suga a areia e armazena em um tanque de água. A areia afunda e separa-se do microplástico, que flutua no compartimento. Depois da separação, a areia volta para a praia e o plástico é coletado para a reciclagem. 

Seja com alta tecnologia envolvida ou apenas partindo da vontade de ajudar o planeta, cada projeto consegue fazer a sua parte na limpeza dos oceanos. E nós também podemos ajudar, com um consumo consciente do plástico e a destinação correta dos resíduos podemos mudar a realidade da Terra. Lembre-se: a mudança de hábito começa por você! O que você faz por um mundo mais limpo?

A Beegreen é uma empresa ecologicamente responsável, que acredita na sustentabilidade e consumo consciente. Siga nossas redes sociais, Facebook e Instagram, para saber de todas as nossas novidades.

3 Comments

    • Amigos adorei matéria. Mas se 80% desse lixo vai parar no oceano .eu não entendo porque os governantes dos nossos estados.e ate o nosso presidente não instrui o nosso povo pelo rádio,e pela televisão com propaganda contínua sobre a gravidade do problema.assim como fazem os estados com o carnaval ,fica meses e meses divulgando coisas nem tão assim necessária .
      • Beegreen® Rassele
        Obrigada João!Seria maravilhoso poder contar com a ajuda governamental para redução deste problema. Temos visto postagem no Facebook do Ministério do Meio Ambiente a respeito disso, mas realmente, viralizar via rádio e televisão seria muito eficiente. Que tal entrar no Facebook do MMA e sugerir isso?!

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