A evolução das maneiras de lidar com a menstruação ao longo do tempo

Ainda hoje, e durante grande parte da história, a menstruação é associada a tabus e estigmas. Obviamente muita coisa mudou ao longo dos séculos, mas ainda há muito o que se debater e aqui vamos falar um pouco sobre essa evolução.

Crenças sobre a menstruação ser anti-higiênica ou impura renderam sentimentos e percepções que perduram até os dias de hoje na sociedade. Mas sabia que nem sempre foi assim?

Segundo Hanafi, professora de história moderna da Universidade francesa de Angers, nos tempos medievais e modernos, falava-se da menstruação porque era uma questão crucial de saúde que dizia respeito a toda a família. Dessa forma as mulheres da mesma família ou comunidade informavam-se principalmente entre si, mas também discutiam seus ciclos menstruais com os homens em correspondências, ao tio ou pai.

Já no século XIX, com o surgimento da burguesia, que erigiu novos modelos sociais, a menstruação tornou-se um tabu.
Quando as pessoas tinham pouco conhecimento sobre biologia e sobre o sistema reprodutor humano viam a menstruação como algo impuro, rotulando mulheres baseando-se em crenças religiosas. Crenças essas que colaboraram para que a menstruação fosse vista como vergonhosa causando repulsa ao sangue menstrual e fazendo com que as mulheres se esforçassem para esconder seu ciclo das vistas da população. Podemos dizer que ainda hoje carregamos alguns resquícios dessas crenças, herdamos esse bloqueio em relação à menstruação, concordam?

Em relação aos produtos que eram utilizados também houveram várias fases e mudanças.

Supõe-se que no Egito antigo as mulheres usavam panos que eram lavados e reutilizados ou tampões feitos de papiro ou palitos de madeira enrolados em fiapos. Já os romanos usavam absorventes internos feitos de lã.
Em algum momento do final do século 19, quando a preocupação com a higiene das mulheres tornou-se uma realidade, as pessoas começaram a descobrir que não era higiênico para as mulheres sangrarem constantemente suas roupas e então começaram a pensar em um mercado de “higiene” menstrual.

Foi quando entre 1854 e 1915, vinte patentes foram apresentadas para produtos menstruais. Inclusive com os primeiros copos menstruais que eram geralmente feitos de, pasmem, alumínio ou borracha dura. Calças de borracha e toalhas de Lister (um precursor dos absorventes largos) também surgiram.

Outros produtos começaram a ser comercializados em 1890 como por exemplo o “Cinto Elástico Doily para Senhoras” (um cinto de seda e elástico ao qual você conectaria uma almofada) e “Almofada Antiséptica e Absorvente”. Em 1956, Leona Chalmers atualizou o copo menstrual, utilizando materiais mais macios. Em 1970 à medida que os movimentos feministas e ambientalistas cresciam, as opções de copos menstruais reutilizáveis, esponjas menstruais e opções biodegradáveis se tornaram mais populares. Já em 1972 foram lançados os primeiros absorventes sem cinto que já variavam de acordo com a intensidade do fluxo. Em 1980 os absorventes com abas chegam ao mercado.

Atualmente temos muitas opções para lidar com a menstruação. Por aqui sempre preferimos as opções menos prejudiciais ao meio ambiente e à nossa saúde como as calcinhas menstruais. A preocupação com o impacto ambiental causado pelos produtos descartáveis nos faz buscar por métodos orgânicos reutilizáveis que antigamente eram comuns e que hoje, com novas tecnologias são boas opções à saúde feminina.

No entanto, os absorventes reutilizáveis ainda demandam uma atitude diferente de aceitação em relação ao sangue menstrual o que se relaciona com o empoderamento femino e entendimento do funcionamento natural do nosso corpo. Isso é algo que ainda precisa ser debatido, pois o estigma em torno da menstruação ainda está presente na sociedade. Um pequeno passo para mudar este cenário é conversarmos mais abertamente sobre isso com nossos familiares, nossos amigos, no trabalho, etc. Devemos deixar de lado os eufemismos que reforçam que a menstruação é uma vergonha que deve ser escondida e passar a reconhecer que ela é uma função natural do nosso corpo.

Se você quer experimentar novas opções para o seu ciclo que te trarão conforto e segurança sem prejudicar o meio ambiente, te convidamos a conhecer a Calcinha Absorvente Reutilizável Beegreen que além de sustentável, cuida da saúde íntima.

Desde o equilíbrio do pH, microflora, temperatura íntima, conforto menstrual e segurança clínica, todos detalhes foram pensados considerando saúde e conforto. E tem mais! As propriedades antibacterianas dos tecidos de alta tecnologia utilizados evitam o odor! Mais saúde e conforto para o seu ciclo com forro 100% algodão.

A Beegreen veio para somar nas opções de cuidado apresentando mais uma alternativa para sua saúde íntima. Juntando essa alternativa, vontade de mudança e conversas abertas, podemos garantir conforto, bem-estar, autonomia e liberdade para as mulheres durante seu ciclo menstrual.

Bora mudar de atitude e experimentar uma nova relação com nosso corpo?

 

Referências:
1. https://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2022/05/27/interna_internacional,1369404/como-as-mulheres-administraram-suas-menstruacoes-ao-longo-dos-seculos.shtml
2. https://www.youtube.com/watch?v=yBriz8HBe4I&ab_channel=CanalHist%C3%B3riaeTu
3. https://helloclue.com/pt/artigos/absorventes-e-mais/uma-breve-historia-dos-produtosmenstruais-modernos
4. https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3g37l16941o

Todos os produtos

Entre em contato!